Todos contra a gripe A

O Ministério da Saúde anunciou que, até o dia 2 de abril, já foram registrados 686 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causada pela gripe H1N1 no país. No total, 12 Estados e o Distrito Federal apresentam casos da doença. São Paulo é o Estado com mais ocorrências da gripe, com registro de 70 mortes. Santa Catarina é o terceiro, com cinco mortes ocasionadas pelo vírus. Segundo relatório da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive-SC), divulgado no dia 22 de março, há casos da gripe no Vale do Itajaí, na Grande Florianópolis, no Norte e Sul do Estado.

Diante dos casos, o Ministério da Saúde confirmou, no dia 28 de março, o envio de remessas da vacina que protege contra o vírus influenza A e B. Em Santa Catarina, a campanha nacional de vacinação estava prevista para o fim do mês de abril, mas a Secretaria Estadual de Saúde já sinalizou que assim que chegarem as doses fará a distribuição das vacinas para começar a imunização. Para a região Sul do Brasil foram confirmadas o envio de 3.535.280 unidades.

Prevenção

A vacina distribuída pelo Ministério da Saúde é trivalente, combate ao vírus da Influenza A H1N1, A H3N2 e influenza B. O grupo de risco da doença, no caso do vírus Influenza A H1N1, envolve grávidas, adultos, jovens e pessoas com doenças crônicas. As crianças e idosos são os mais atingidos pelo Influenza A H3N2 e Influenza B.

Além da rede pública, algumas clínicas particulares receberão novas doses da vacina. Infectologistas defendem que a vacinação é a melhor forma de prevenção, indicada, inclusive, para pessoas que estão fora do grupo prioritário. A vacina tem eficácia de 60%, sendo necessário cuidados:

  • Lavar sempre as mãos com água e sabonete, principalmente antes de ingerir algum alimento;
  • Cobrir a boca com o antebraço ou lenço quando tossir ou espirrar (evitar usar as mãos);
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;
  • Não tocar nas mucosas dos olhos, nariz e boca;
  • Evitar aglomerações e ambientes fechados;
  • Adotar hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e ingestão de líquidos.

Como a gripe age no organismo

O vírus é transmitido pelas secreções respiratórias e apresenta grande variedade de material genético. Os tipos A, com os subtipos H1N1 e H3N2, e B são os que mais causam doenças.

Contágio: Pela respiração ou pelo contato com as mucosas da boca, do nariz e dos olhos.

Efeito: Inicialmente, os sintomas são os da gripe comum – dores de cabeça, de garganta, no corpo e articulações, febre, calafrios, coriza, tosse seca e fadiga. Também pode apresentar vômito, diarreia e rouquidão. Em alguns casos pode haver complicações, se não forem tratados imediatamente, o vírus se aloja no pulmão e provoca infecção.

Agravamento: A doença apresenta falta de ar, persistência ou aumento da febre, desidratação, além de diarreia e vômito, principalmente para crianças. É imprescindível que o paciente procure um médico nas primeiras 48h, pois há risco do quadro se complicar.

Complicações: Pneumonia bacteriana e por outros vírus, além de sinusite, otite, desidratação, piora de doenças crônicas como insuficiência cardíaca, asma ou diabetes.

 

Veja no quadro as diferenças entre a gripe comum e a gripe A:

Sintomas Gripe Comum Influenza A (H1N1 e H3N2)
Febre Não chega a 39° Início súbito a 39°
Dor de cabeça De menor intensidade Intensa
Calafrios Esporádicos Frequentes
Cansaço Moderado Extremo
Dor de garganta Acentuada Leve
Tosse Menos intensa Seca e contínua
Muco (catarro) Forte e com congestão nasal Pouco comum
Dores musculares Moderado Intenso
Ardor nos olhos Leve Intenso

Fonte: Organização Mundial da Saúde

 

 

Fontes:  G1, Diário de Santa Catarina e Jornal de Santa Catarina.

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