Tecnologia X Crianças: Até onde os pequenos devem estar conectados?

Neste dia 12 de outubro é comemorado o dia das crianças e não há quem não resista a uma brincadeira, um sorriso largo e a inocência no olhar de cada pequeno. A infância sem dúvida é uma das melhores lembranças dos adultos, fase essa sem grandes preocupações e tempo de sobra para aproveitar as coisas mais singelas e puras da vida.

Hoje, as primeiras experiências das crianças estão diretamente ligadas as tecnologias, como celulares, computadores, televisão. É na infância também que é formado o caráter e postura de cada menino e menina que futuramente serão os homens e mulheres de nossa cidade, por isso a necessidade de saber até que ponto a tecnologia pode ser benéfica ao ser usado diariamente na casa de tantas famílias.

 

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A curiosidade da mente infantil é natural e a boa desenvoltura em cada tela com dedinhos e olhinhos ágeis devem ser estimulada de forma regrada pelos pais. Se para tantos grandinhos, o mundo real é tão envolvente, é normal que os pequenos também gostem e desejem cada vez mais estarem “conectados”.

Um projeto realizado pelo núcleo de ensino da Unesp (Universidade Estadual Paulista) mostrou que o uso da tecnologia na educação melhora em 32% o rendimento dos alunos em matemática e física, em comparação aos conteúdos trabalhados de forma expositiva em sala de aula.

Animações, simulações e jogos, que ensinavam análise combinatória por exemplo, foram incluídos no currículo escolar de 400 crianças na cidade de Araraquara, interior de São Paulo, e mostraram que 51% dos alunos que tinham dificuldades na aprendizagem melhoraram seu rendimento a partir do uso dessas novas ferramentas.

O que não se pode perder é a experiência de participar, brincar e vivenciar as situações reais que as crianças dos anos anteriores a todas essas tecnologias tiveram, como brincar na terra, jogar bola, aprender andar de bicicleta ou até mesmo amarrar o próprio cadarço. Fatos esses que contribuem para suas concepções de mundo e sociedade, nesta era onde tanto se precisa de seres humanos bem desenvolvidos.

É importante que eles saibam a diferença do mundo real e o virtual, o que se deve ser divulgado em redes sociais ou não, o que é privado e público. Na hora da escola, do aprendizado, o celular deve ser evitado, mas em exercícios e atividades, os aplicativos podem auxiliar na hora do dever de casa, ou de entender melhor o conteúdo. É preciso um limite no acesso e quem deve estabelecer isso deve ser os adultos que precisam estar atentos ao uso exagerado.

 

Internet: amigo ou inimigo?

Além de todos esses aparelhos atrativos, atualmente crianças também são grandes alvos de criminosos na internet. Pedofilia, racismo e preconceitos são uma das situações que os pequenos são expostos ao usarem a internet. Cabe aos responsáveis, filtrarem e estarem atentos ao que seus filho estão fazendo na internet. Redes sociais estipulam uma idade mínima para os usuários poderem se cadastrar, mas não há um controle por parte dos pais e muitos deles confessam que não sabem o que os seus filhos escrevem, assistem, curtem ou recebem através dos celulares e computadores.

Encontrar um ponto de equilíbrio entre o estilo de vida atual – cada vez mais marcado pelo uso de novas tecnologias – e a regulação do uso de mídias eletrônicas é uma missão difícil dos pais.

É necessário perceber se eles mesmos não estão usando smartphones, tablets e computadores demais. Não adianta nada impor regras aos filhos e dar mau exemplo. Manter o diálogo e investir em atividades familiares é outra forma de ajudar os pequenos a não se tornarem dependentes da tecnologia. Poder aproveitar cada segundo da infância precisa ser a principal meta de pais e filhos. Logo o tempo vai passar e só ficará as boas lembranças.

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