Preço dos remédios vai subir, saiba como economizar

A partir do próximo dia 31, os medicamentos vão ficar mais caros em todos o país. Segundo a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Infarma), os remédios podem ter aumento nos preços de até 12,5%. Se confirmado, o reajuste irá superar, pela primeira vez em 10 anos, a inflação, que fechou 2015 em 10,67%.

O percentual oficial é divulgado pela Câmara de Regulamentação do Mercado de Medicamentos (Cmed). A estimativa da Infarma foi calculada de acordo com os critérios utilizados pelo governo, junto com o Índice Nacional de Preços do Consumidor Amplo (IPCA). Na conta pesam fatores como a concorrência do segmento farmacêutico, produtividade da indústria e custo de insumos.

Ao contrário do ano passado, em que os índices foram de 5%, 6,35% e 7,7%, este ano o aumento deverá atingir as três categorias de medicamentos – divididas entre os que têm maior, médio e menor participação de genéricos. Cerca de 19 mil produtos estão sujeitos ao reajuste, entre remédios de uso contínuo aos administrados no tratamento de doenças graves.  A indústria prevê que o reajuste seja sentido pelos consumidores dentro de três meses, com a reposição dos estoques.

Como economizar

Para aqueles de fazem uso contínuo de medicamentos, ou mesmo para os consumidores pontuais, a orientação é procurar maneiras para economizar. Veja, abaixo, algumas alternativas para amenizar o impacto no bolso.

  1. Comparativo de preços

Existem sites que operam como verdadeiros catálogos de consulta de preços de medicamentos. Portais como o Clique Farma fornecem indicações de farmácias com medicamentos mais em conta ou sugestões de marcas similares. No Preço Mais é possível buscar pelo princípio ativo do medicamento e saber onde encontrá-lo.

  1. Genéricos

O uso de medicamentos genéricos trouxe para o mercado cópias idênticas em formato, composição química, dosagem, posologia e indicação de remédios produzidos por grandes laboratórios. De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o medicamento genérico deve ser, no mínimo, 35% mais barato que o convencional.

  1. Medicamentos gratuitos

É possível obter, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), medicamentos de uso contínuo ou de alto custo, mediante apresentação de receita médica. A lista é disponibilizada pelo Ministério da Saúde. O programa “Saúde Não Tem Preço” distribui remédios para asma, hipertensão e diabetes. Para retirar, basta procurar redes credenciadas pela Farmácia Popular.

  1. Subsídios do governo

Locais com anúncio “Aqui Tem Farmácia Popular” indicam que é possível comprar 112 tipos de medicamentos com até 90% de desconto. Implementado pelo Ministério da Saúde, o programa fornece analgésicos, antiflamatórios, antibióticos e outras opções de remédios mais consumidos. Para retirar os remédios é necessário apresentar documento de identidade com foto, CPF e receita médica.

  1. Programa de fidelização de laboratórios

Grandes laboratórios desenvolvem planos de fidelidade com descontos em farmácias conveniadas para incentivar a adesão a tratamentos com medicamentos de uso contínuo. No caso da Bayer, por exemplo, contraceptivos orais podem custar de 20% a 46% menos para pacientes cadastrados no site. É preciso informar o nome, CPF, endereço e dados da receita médica. Com as mesmas condições, medicamento para hipertensão, colesterol ou sintomas ligados à depressão podem custar até 65% menos.

Fontes:  Estadão e Folha de São Paulo.

 

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