Flex abre central em universidade em SP

O empresário Topázio Silveira Neto, fundador da empresa de call center catarinense Flex, encontrou em uma universidade no interior paulista um espaço ainda não explorado no mercado de atendimento telefônico especializado. No primeiro trimestre, a Flex instalou uma unidade de call center no Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp), localizado na cidade de Engenheiro Coelho, região metropolitana de Campinas.

 

Foi a primeira do setor a criar uma central de atendimento dentro de uma universidade, empregando apenas estudantes. A empresa contratou 150 alunos da Unasp, todos bilíngues, para atender empresas com contratos de alto valor. O projeto prevê atingir 2 mil contratados. A universidade tem alunos de 29 nacionalidades. A nova central faz parte dos planos de investimentos para este ano, que devem somar R$ 25 milhões em tecnologia, treinamento e aberturas de unidades. Em 2016, a Flex investiu R$ 21 milhões. Mas o cenário político conturbado e as incertezas na economia pode deixar ao menos parte dos projetos – como uma nova unidade a ser aberta no bairro paulistano do Tatuapé – em compasso de espera. “No momento em que o país estava retomando o crescimento, esbarrou novamente na questão política. A percepção é que as reformas, tão importantes para o país, vão ficar novamente em segundo plano, impedindo novos investimentos e movimentos de expansão”, diz Silveira Neto.

 

A companhia tem conseguido crescer no país, apesar da conjuntura adversa. A Flex encerrou o ano passado com faturamento de R$ 556 milhões, 24% maior que no ano anterior. Com a expansão da área de cobrança e o desenvolvimento de tecnologias digitais, Silveira Neto espera um avanço entre 15% e 20% em 2017. Fundada em 2009 em Florianópolis, a Flex recebeu um aporte da gestora de fundos de participações em empresas Stratus no fim de 2014. Seis meses depois, adquiriu o controle da paulistana RR, especializada na área de cobrança. Desde então, aumentou quase três vezes de tamanho. A receita em 2014 era de R$ 190 milhões. O total de funcionários saiu de 7 mil naquele ano para 12 mil em 2016. Do faturamento atual, 54% vem de operações de call center e 46% de análise de crédito e cobrança – área que cresceu com a crise.

 

Fonte: Revista Valor Econômico

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.